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Português, 28.08.2020 02:14 XXXTh

Artigo de opinião Para a INTRODUÇÃO -POLÊMICA /POSIÇÃO -  (em cinco a sete linhas): escolher a abordagem, apresentação do assunto através de:
a) questionamentos (considerando que todos dever√£o ser respondidos pelo autor, ao longo do texto)
b) alusão histórica
c) compara√ß√£o entre passado, presente e perspectiva para situa√ß√Ķes futuras
d) relatos de fatos relacionados ao assunto e posicionamento do autor sobre eles
e) citação de um provérbio, dito popular ou pensamento filosófico conhecido relacionado ao assunto e apresentar a explicação para eles
f) dados estatísticos
g) declaração sobre o assunto
h) definição do assunto e posicionamento a respeito dela
 

Baleias n√£o me emocionam - Lya Luft
¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†Hoje quero falar de gente e bichos. De not√≠cias que frequentemente aparecem sobre baleias encalhadas e pinguins perdidos em alguma praia. N√£o sei se me aborrece ou me inquieta ver tantas pessoas acorrendo, torcendo, chorando, porque uma baleia morre encalhada. Mas certamente n√£o me emociona. Sei que n√£o v√£o me achar muito simp√°tica, mas eu n√£o sou sempre simp√°tica. Ali√°s, se n√£o gosto de grosseria nem de vulgaridade, tamb√©m desconfio dos eternos bonzinhos, dos politicamente corretos, dos sempre sorridentes ou gentis. Prefiro o olho no olho, a clareza e a sinceridade ‚Äď desde que n√£o machuque s√≥ pelo prazer de magoar ou por ressentimento. N√£o gosto de ver bicho sofrendo: sempre curti animais, fui criada com eles. Na casa onde nasci e cresci, tive at√© uma coruja, chamada, sabe Deus por qu√™, Sebasti√£o. Era branca, enorme, com aqueles olhos que reviravam. Fugiu da gaiola especialmente constru√≠da para ela, quase do tamanho de um pequeno quarto, e por muitos dias eu a procurei no topo das √°rvores, do√≠da de saudade. Na ilha improv√°vel que havia no m√≠nimo lago do jardim que se estendia atr√°s da casa, viveu a certa altura da minha inf√Ęncia um casal de veadinhos, dos quais um tamb√©m fugiu. O outro morreu pouco depois. Segundo o jardineiro, morreu de saudade do fuj√£o ‚Äď minha primeira vis√£o infantil de um amor romeu-e-julieta. Tive uma gata chamada Adelaide, nome da personagem sofredora de uma novela de r√°dio que fazia suspirar minha av√≥, e que meu irm√£o pequeno matou (a gata), nunca entendi como ‚Äď uma das primeiras trag√©dias de que tive conhecimento.
¬†¬†¬†¬†¬†¬†De modo que animais fazem parte de minha hist√≥ria, com muitas aventuras, divertimento e alguma tristeza. Mas voltemos √†s baleias encalhadas: pessoas torcem as m√£os, chegam m√°quinas variadas para i√ßar os bichos, aplicam-se len√ß√≥is molhados, abrem-se manchetes em jornais e as televis√Ķes mostram tudo em hor√°rio nobre. O p√ļblico, presente ou em casa, acompanha como se fosse algu√©m da fam√≠lia e, quando o fim chega, √© lamentado quase com p√™sames e ora√ß√£o. Confesso que n√£o consigo me comover da mesma forma: pouca sensibilidade, uma alma de gelos n√≥rdicos, quem sabe? Mesmo os que n√£o me apreciam, n√£o creiam nisso. N√£o √© que eu ache que sofrimento de animal n√£o valha a pena, a solidariedade, o dinheiro. Mas eu preferia que tudo isso fosse gasto com eles depois de n√£o haver mais crian√ßas enfiando a cara no vidro de meu carro para pedir trocados, adultos famintos dormindo em bancos de pra√ßa, fam√≠lias morando embaixo de pontes ou adolescentes morrendo drogados nas cal√ßadas. Tenho certeza de que um mendigo morto na beira da praia causaria menos como√ß√£o do que uma baleia. Nenhum Greenpeace defensor de seres humanos se moveria. Nenhuma manchete seria estampada. Uma ambul√Ęncia talvez levasse horas para chegar, o corpo coberto por um jornal, quem sabe uma vela acesa. Curiosidade, rostos virados, um sentimentozinho de culpa, possivelmente irrita√ß√£o: cad√™ as autoridades, ningu√©m toma provid√™ncia? Diante de um morto humano, ou de um candidato a morto na cal√ßada, a gente se protege com uma armadura. De modo que (perd√£o) vejo sem entusiasmo as campanhas em favor dos animais ‚Äď pelo menos enquanto se deletarem t√£o facilmente homens e mulheres.
‚Äč

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Português, 15.08.2019 00:48
Escreva os n√ļmeros por extenso.16: 77: 94: 25: 60: 16: 45: 90: 110: 250: 77: ‚Äč
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question
Português, 15.08.2019 00:03
Qual √© o verbo na frase, gosto muito de salsinhas com queijo‚Äč
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Português, 14.08.2019 23:52
Resumo da parte 2 do livro eu sou malala?
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Português, 15.08.2019 05:21
Leia atentamente o case: paulo √© professor do 4¬ļ ano do ensino fundamental e suas aulas costumam ser expositivas exigindo toda a aten√ß√£o do grupo. normalmente, as aulas iniciam com os conte√ļdos que devem ser trabalhados na ordem sequencial e, em sua opini√£o, deve ser do simples ao mais complexo, pois sen√£o, os alunos n√£o conseguiriam acompanhar. d√° uma breve introdu√ß√£o, passa um texto no quadro, sendo copiado nos cadernos pelos alunos e, na sequ√™ncia, gosta de passar question√°rios com perguntas que os alunos devem memorizar. dentre os colegas, costumam dizer que ‚Äúo professor paulo √© temido pelos alunos dado √†s provas que costumam ser bem dif√≠ceis e, quase sempre, cerca de 30% a 40% da turma acaba por reprovar‚ÄĚ. tarefa: a partir do case e das tend√™ncias pedag√≥gicas apresentadas por lib√Ęneo, elabore um texto que apresente: - a tend√™ncia pedag√≥gica adotada pelo prof. paulo com os seus pressupostos; - a concep√ß√£o de aprendizagem e de avalia√ß√£o que acompanha este processo; - o papel do professor nesta abordagem; - te√ßa uma cr√≠tica a esta forma de avalia√ß√£o a partir de seus estudos na disciplina.
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